Sistema de horas é hackeado e gera revolta de funcionários

Causou revolta e indignação por parte de funcionários da Prefeitura Municipal de Mandaguari, a situação de descontos na folha de pagamento. A reportagem do Correio de Notícias foi procurada por vários servidores que apresentou esse problema no salário.

“Passei por um procedimento médico, apresentei o atestado, o Recursos Humanos da prefeitura não aceitou. Descontaram mais de R$ 600 reais da minha folha de pagamento. Tenho amigos, que também perderam parte do salário com conta que o RH não aceitou os documentos apresentados. Um absurdo”, comentou uma funcionária, que não quis ser identificada, por conta do medo de sofrer retaliação.

“Está um nojo ser funcionário público, nem no médico podemos ir. Esse povo que está no comando da prefeitura só pensa em se vingar dos funcionários. Existe uma perseguição grande, nunca vista na história”, relatou.

Ainda de acordo com os funcionários, o desconto vem apenas para os servidores contrários à administração de Batistão. “Vemos diretores que não são descontados as faltas e atrasos”, reclamou.

Os funcionários apresentaram um documento, do ponto da diretora do RH, Kelli Paula do Nascimento Venâncio, do mês de setembro, em que aparece “devendo” quase 50 horas, e não ocorreu o desconto de sua folha de pagamento. “Essa é a prova mais cabal, dos mais pobres descontam um absurdo, não aceitam atestado médico, porém quando eles faltam, não é descontado nada. Um absurdo o que essa senhora faz com a gente”.

Documento que mostra que Kelli estava devendo quase 50 horas, e não ocorreu desconto na folha de pagamento
Documento que mostra que Kelli estava devendo quase 50 horas, e não ocorreu desconto na folha de pagamento

Durante a sessão de segunda-feira (25), o vereador Eron Barbiero cobrou do Executivo Municipal, explicações sobre o ponto de Kelli e também do diretor de Agricultura Adinaldo Bocchi, e “estranhamente” o sistema operacional da Prefeitura foi invadido por hackers, destruindo as informações contidas.

Por sua vez, o Correio de Notícias procurou Kelli, que disse estar com a consciência tranquila, e que está à disposição da Justiça para eventuais explicações. “Não há nada de errado, é só observarem que estou trabalhando, existem documentos que comprovam isso, as imagens internas da prefeitura, entre tantas outras provas. Me coloco à disposição do Ministério Público”, comentou.

“Também sou cedida para a Câmara de Vereadores, até o momento em que contratarem profissionais através do concurso. As vezes não dá para bater o ponto, mas estou na Prefeitura e na Câmara trabalhando”, disse a diretora do RH.

“Com relação à pane no Sistema, é um problema que apenas o TI pode explicar, não faz parte da minha área. Estamos trabalhando dentro do RH para que normalize, e até o dia 5 o salário esteja depositado para os servidores”, finalizou.

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