A Justiça de Maringá revogou nesta quinta-feira a prisão preventiva de Maria Júlia de Matos Carneiro, acusada de matar o ex-companheiro, Silas Gustavo Militão dos Santos, no último dia 13, em um dos principais corredores da cidade, a Avenida Cerro Azul. A decisão, tomada pelo Juízo da 1ª Vara Criminal, permite que Maria Júlia responda ao processo em liberdade.
O caso ganhou repercussão regional não apenas pela gravidade do crime, mas também pelo debate em torno do uso da prisão preventiva no sistema judicial brasileiro. A defesa da acusada sustentou que a medida cautelar não encontrava respaldo diante das garantias constitucionais de presunção de inocência e liberdade provisória, além de mencionar dispositivos do Código de Processo Penal que regulam a restrição e a restituição de liberdade em casos semelhantes.
Até o momento, a Promotoria não informou se pretende recorrer da decisão. Já familiares de Silas Gustavo têm demonstrado insatisfação com a revogação, cobrando uma resposta mais rigorosa da Justiça.
O processo segue em andamento, e Maria Júlia deverá cumprir medidas alternativas enquanto aguarda as próximas fases do julgamento. O episódio reacende discussões sobre violência doméstica, garantias processuais e os limites entre proteção social e direitos individuais.


