Vereadores de Mandaguari aprovam vale-alimentação de R$ 1.200 para si e geram polêmica

A aprovação de um projeto de lei na Câmara Municipal de Mandaguari tem gerado forte repercussão e críticas entre moradores do município. Trata-se do Projeto de Lei nº 64/2026, que concede vale-alimentação aos agentes políticos — ou seja, aos próprios vereadores.

De acordo com informações disponíveis no Portal da Transparência, o projeto foi protocolado na última sexta-feira, dia 27 de março, às 11h20, com a assinatura de todos os parlamentares da Casa.

Inicialmente, a proposta previa o pagamento de R$ 650 mensais. O valor já era superior ao benefício concedido aos servidores públicos municipais, que atualmente recebem R$ 500 de vale-alimentação.

No entanto, durante a sessão realizada na segunda-feira, dia 30 de março, os vereadores aprovaram um valor ainda maior: R$ 1.200 mensais para cada parlamentar.

A decisão chamou a atenção por estabelecer um benefício mais que o dobro do pago aos servidores, que, em muitos casos, recebem salários inferiores ao subsídio dos vereadores, atualmente fixado em R$ 7.115,83.

Outro ponto que gerou questionamentos é o fato de que o vale-alimentação não sofre incidência de impostos, sendo pago integralmente aos beneficiários.

A rapidez na tramitação e aprovação do projeto também foi alvo de críticas. Enquanto a proposta foi protocolada e votada em poucos dias, outros projetos considerados de interesse coletivo, como iniciativas voltadas ao esporte e à cultura, permanecem por períodos mais longos em análise no Legislativo.

A postura de alguns vereadores também tem sido questionada por parte da população, especialmente em relação a discursos anteriores em defesa dos servidores públicos municipais.

Diante da repercussão, a expectativa agora recai sobre o Poder Executivo. Caberá à prefeita Ivonéia decidir pela sanção ou veto do projeto.

O caso reacende o debate sobre transparência, prioridades na gestão pública e o uso de recursos no âmbito do Legislativo municipal.