Ministério Público instaura inquérito para apurar possíveis irregularidades envolvendo empresa de Mandaguari

A 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Apucarana instaurou um inquérito para apurar possíveis irregularidades envolvendo a empresa Projecta, de Mandaguari, responsável pela construção do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) do Jardim Catuaí.

A investigação teve início após denúncias relacionadas à paralisação da obra, situação que foi amplamente questionada pelo vereador Lucas Leugi. O procedimento tramita sob segredo de Justiça, o que impede a divulgação oficial de detalhes sobre o conteúdo das apurações.

Entretanto, informações que vieram à tona durante o andamento do caso levantaram questionamentos sobre possíveis vínculos entre a Projecta, a MD Imóveis e a Volper Construtora. Entre os pontos observados estão relatos de que funcionários da Volper teriam sido vistos utilizando uniformes da MD Imóveis.

Outro fato que chama a atenção é que a sede da Projecta estaria instalada em um imóvel pertencente ao empresário Marcos Jovino, proprietário da MD Imóveis. O empresário também foi citado em uma ocorrência envolvendo uma suposta ameaça ao vereador Lucas Leugi, fato que ganhou repercussão na região.

As apurações também apontam que o advogado que representa a Projecta é o mesmo que atua na defesa da MD Imóveis. Além disso, o filho do empresário estaria vinculado profissionalmente ao mesmo escritório de advocacia.

Outro elemento mencionado nas investigações é que esse mesmo advogado já exerceu a função de procurador jurídico do município de Cambira durante a gestão do então prefeito Toledo, que atualmente ocupa cargo de secretário municipal em Apucarana.

Até o momento, não há qualquer conclusão por parte do Ministério Público sobre a existência de irregularidades. A instauração do inquérito tem como objetivo justamente reunir informações, esclarecer os fatos e verificar se houve ou não alguma conduta que justifique eventual responsabilização.

O caso segue em segredo de Justiça e novas informações deverão ser divulgadas apenas conforme o avanço das investigações e a autorização dos órgãos competentes.

A reportagem do Correio de Notícias acompanha o caso e permanece à disposição para publicar manifestações e esclarecimentos dos envolvidos.