A confirmação de um caso de raiva em um felino no município de Jundiaí (SP) acendeu um alerta sanitário em todo o país. Segundo informações divulgadas pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP), este foi o primeiro registro da doença em animais domésticos na cidade após 42 anos.
De acordo com o órgão, em 2025 já foram identificados seis morcegos positivos para o vírus da raiva, principal reservatório da doença na fauna silvestre. A raiva é uma zoonose viral grave, quase 100% fatal após o início dos sintomas, mas totalmente evitável por meio de medidas preventivas.
Especialistas reforçam que a vacinação antirrábica anual de cães e gatos é a principal forma de proteção, criando uma barreira sanitária que impede a circulação do vírus. Profissionais que lidam diretamente com animais também devem manter a profilaxia pré-exposição em dia.
O CRMV-SP alerta ainda para o manejo correto de morcegos encontrados em situações atípicas, como animais caídos, voando durante o dia ou com comportamento alterado. Nesses casos, a orientação é não tocar no animal, isolar o ambiente e acionar a vigilância sanitária local. Eliminar morcegos é crime ambiental e não reduz o risco da raiva.
Além de protegidos por lei, os morcegos exercem papel fundamental no equilíbrio ambiental, contribuindo para o controle de insetos, a polinização e a dispersão de sementes.
As autoridades de saúde destacam que pequenas falhas na cobertura vacinal aumentam o risco para toda a comunidade. A prevenção continua sendo a única forma segura de evitar a reintrodução da raiva urbana no Brasil.



