Fabiane Osmundo Souza, 40 anos foi brutalmente assassinada com cerca de 30 facadas na noite desta quarta-feira, 24, dentro de sua residência, situada na Rua Euclides da Cunha, no Jardim Panorama, em Sarandi, região metropolitana de Maringá. O autor do crime do crime é o ex-companheiro da vítima, que foi preso e confessou o Feminicídio, com quem a mulher tinha um filho de 5 anos, que estava presente no momento do assassinato.
De acordo com informações preliminares, a violência aconteceu por volta das 20h. Equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionadas para o local, mas, ao chegarem, a mulher já estava em óbito devido aos múltiplos golpes de faca. A criança, que presenciou a tragédia, foi socorrida sem ferimentos, mas profundamente abalada pela situação.
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Sarandi, que já possui informações sobre um episódio anterior envolvendo o mesmo suspeito. No final de julho deste ano, ele havia protagonizado uma situação de extrema violência ao colidir intencionalmente contra a própria residência, depois que sua esposa se recusou a manter relações sexuais. Na ocasião, ele destruiu móveis, danificou a fachada da casa e foi preso. Porém, o homem foi libertado recentemente, o que levanta questionamentos sobre a eficácia das medidas tomadas para conter a violência doméstica em casos como este.
A vítima tinha um histórico de denúncias contra o ex-companheiro por agressões e comportamentos abusivos. Fontes próximas à família afirmam que ela havia buscado ajuda, mas que o agressor havia se tornado cada vez mais violento após a separação.
A criança está sendo acompanhada por psicólogos e assistentes sociais, que irão avaliar os danos emocionais causados pelo trauma. A polícia segue com as investigações e solicita que qualquer informação sobre o caso seja repassada de forma anônima através do disque-denúncia.
Este crime traz à tona a urgente necessidade de medidas mais rigorosas para combater a violência doméstica e proteger as vítimas, especialmente aquelas que, como esta mulher, acabam sendo alvo da violência de seus ex-companheiros. A sociedade, as autoridades e as instituições precisam estar cada vez mais unidas na luta contra esse tipo de crime, para que tragédias como essa não se repitam.



